O câncer colorretal está entre os tipos de câncer mais incidentes no Brasil e no mundo. No país, é atualmente o terceiro mais comum, afetando homens e mulheres. Quando diagnosticado precocemente, as chances de sucesso no tratamento aumentam significativamente.
Durante o Março Azul-Marinho, mês de conscientização sobre o câncer colorretal, ganha ainda mais destaque a importância de falar sobre prevenção, diagnóstico precoce e opções de tratamento.
Entre as estratégias terapêuticas disponíveis, a radioterapia para câncer colorretal pode desempenhar um papel importante em determinadas situações, especialmente nos tumores localizados no reto. Mas afinal, quando a radioterapia é indicada e qual é o seu papel no tratamento do câncer colorretal? Continue a leitura e saiba mais sobre esse assunto.
O que é o câncer colorretal?
O câncer colorretal, também conhecido como câncer de cólon, câncer de reto ou câncer de intestino, é um tipo de tumor que se desenvolve no intestino grosso, especificamente no cólon ou no reto.
Na maioria dos casos, o câncer colorretal começa a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que se formam na mucosa intestinal. Esses pólipos geralmente são benignos, mas com o passar do tempo podem sofrer alterações nas células e evoluir para tumores malignos.
Essas alterações costumam ocorrer de forma lenta e silenciosa, o que faz com que muitas pessoas não apresentem sintomas nas fases iniciais da doença. Por isso, o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer colorretal são fundamentais para aumentar as chances de tratamento e cura.
Quais são os fatores de risco controláveis?
Alguns fatores de risco para o câncer colorretal estão relacionados ao estilo de vida e podem ser modificados com mudanças de hábitos. Entre eles estão:
• Índice de massa corporal (IMC) elevado ou excesso de peso;
• Baixo nível de atividade física ou sedentarismo;
• Tabagismo;
• Consumoexcessivo de álcool;
• Alto consumo de carne vermelha e carnes processadas;
• Baixo consumo de frutas;
• Baixo consumo de vegetais e alimentos ricos em fibras.
Adotar hábitos mais saudáveis pode contribuir para reduzir o risco de desenvolver câncer colorretal.
E os fatores de risco que não são possíveis controlar?
Outros fatores estão relacionados a condições biológicas ou genéticas e não podem ser modificados. Entre elesestão:
• Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa;
• Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos intestinais, especialmente em parentes de primeiro grau;
• Idade: o risco aumenta com o envelhecimento, principalmente após os 50 anos. No entanto, o aumento de casos entre adultos mais jovens reforça a importância da atenção em todas as idades;
• Síndromes hereditárias, como síndrome de Lynch, polipose adenomatosa familiar (PAF) e polipose associada ao gene MYH, que aumentam significativamente o risco de desenvolver a doença.
Radioterapia trata câncer colorretal?
Sim. A radioterapia para câncer colorretal pode fazer parte do tratamento em algumas situações, principalmente nos casos de câncer de reto. Esse tratamento utiliza radiação de alta energia para destruir células tumorais ou impedir o crescimento do tumor.
Dependendo do caso, a radioterapia pode ser utilizada antes da cirurgia (neoadjuvante), para reduzir o tamanho do tumor, após a cirurgia (adjuvante), para diminuir o risco de recidiva, ou ainda associada à quimioterapia.
Na CORB Radioterapia, oferecemos tratamento moderno e altamente preciso para o câncer colorretal, utilizando tecnologias avançadas como VMAT (Radioterapia de Intensidade Modulada por Arco Volumétrico) e IGRT (Radioterapia Guiada por Imagem).
A técnica VMAT permite a entrega da radiação de forma contínua e precisa, adaptando-se ao formato do tumor, o que possibilita maior eficácia no tratamento e menor exposição dos tecidos saudáveis ao redor. Já a IGRT garante a verificação diária da posição do tumor antes de cada sessão, aumentando a segurança e a precisão em cada aplicação.
Com essas tecnologias, proporcionamos um tratamento mais rápido, confortável e com menor risco de efeitos colaterais, sempre priorizando o bem-estar e a qualidade de vida dos nossos pacientes.
Na CORB Radioterapia, cuidamos de cada paciente com excelência, tecnologia e humanização.
Quando a radioterapia é indicada?
A indicação da radioterapia no câncer colorretal depende de diversos fatores, como localização do tumor, estágio da doença e condições clínicas do paciente. De forma geral, ela é mais utilizada no câncer de reto.
Radioterapia no câncer de reto
Nos tumores localizados no reto, a radioterapia pode ser indicada para:
• Reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia, facilitando a retirada;
• Diminuir o risco de recidiva após o tratamento cirúrgico;
• Destruir células tumorais remanescentes quando o tumor está aderido a órgãos próximos ou ao revestimento do abdômen;
• Radioterapia intraoperatória, aplicada durante a cirurgia para eliminar possíveis células cancerígenas restantes;
• Controlar a doença em pacientes que não têm condições clínicas para realizar cirurgia;
• Aliviar sintomas em casos avançados, como dor, sangramento ou obstrução intestinal;
• Tratar metástases em outros órgãos, como ossos, pulmões ou cérebro.
Radioterapia no câncer de cólon
No câncer de cólon, a radioterapia é menos comum, mas pode ser indicada em algumas situações, como:
• Antes ou após a cirurgia, para reduzir o risco de recidiva;
• Durante a cirurgia, para destruir células tumorais remanescentes;
• Controle de sintomas em casos avançados, como dor, sangramento ou obstrução intestinal;
• Tratamento de tumores que voltaram na região pélvica após tratamento anterior;
• Tratamento de metástases em outros órgãos.
Quais os tipos de radioterapia para o câncer colorretal?
A radioterapia no câncer colorretal pode ser realizada por diferentes técnicas que são escolhidas conforme localização do tumor, estágio da doença e condições do paciente:
Radioterapia com feixes externos: é a forma mais comum. A radiação é direcionada ao tumor a partir de um equipamento externo ao corpo;
Braquiterapia: pequenas fontes radioativas são colocadas próximas ou dentro do tumor, permitindo maior precisão e menor impacto nos tecidos saudáveis;
Radioterapia endocavitária: um dispositivo é inserido pelo ânus para aplicar radiação diretamente no tumor do reto por alguns minutos;
Braquiterapia intersticial: um cateter com material radioativo é colocado em contato direto com o tumor.
Quais os efeitos colaterais da radioterapia?
Assim como outros tratamentos oncológicos, a radioterapia para câncer colorretal pode causar alguns efeitos colaterais. Eles variam de acordo com a dose de radiação, área tratada e características do paciente.
Entre os efeitos mais comuns estão:
• Irritação da pele na região irradiada;
• Náuseas;
• Irritação do reto (proctite);
• Alterações no funcionamento intestinal, como diarreia ou incontinência;
• Irritação da bexiga, que pode causar desconforto ao urinar;
• Fadiga ou cansaço durante o tratamento;
• Alteraçõesnafunçãosexual;
• Problemas de cicatrização, além de possíveis aderências ou fibrose nos tecidos.
Na maioria dos casos, esses efeitos tendem a diminuir após o término do tratamento. No entanto, alguns sintomas podem persistir por mais tempo e devem ser acompanhados pela equipe médica.
Por que a radioterapia é mais comum no câncer de reto?
A radioterapia no câncer de reto é mais utilizada porque essa região do intestino possui características anatômicas que permitem direcionar a radiação de forma mais precisa para o tumor.
Além disso, os tumores do reto estão localizados na pelve, próximos a estruturas importantes, o que pode tornar a cirurgia mais complexa. Nesses casos, a radioterapia pode ser utilizada antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor, facilitando sua remoção e aumentando as chances de preservar tecidos e órgãos ao redor.
Essa estratégia também pode diminuir o risco de recidiva local, contribuindo para melhores resultados no tratamento.
Radioterapia substitui a cirurgia?
Na maioria dos casos, não. A cirurgia continua sendo um dos principais tratamentos para o câncer colorretal. A radioterapia geralmente é utilizada como tratamento complementar, ajudando a melhorar os resultados da cirurgia ou a controlar a doença em situações específicas.
Radioterapia substitui a quimioterapia no câncer colorretal?
Não. A radioterapia não substitui a quimioterapia no tratamento do câncer colorretal. Em muitos casos, essas duas terapias são utilizadas de forma complementar.
A quimioterapia pode potencializar os efeitos da radioterapia, tornando as células tumorais mais sensíveis à radiação. Quando esses dois tratamentos são administrados juntos, o método é chamado de quimiorradiação.
Essa estratégia é frequentemente utilizada, principalmente nos casos de câncer de reto, para aumentar a eficácia do tratamento e melhorar os resultados terapêuticos.
Leia também: Você sabe qual é a diferença entre quimioterapia e radioterapia?
Radioterapia na Corb: saiba como podemos ajudar
Como vimos, a radioterapia para câncer colorretal pode desempenhar um papel importante no tratamento da doença, contribuindo para melhores resultados em diferentes etapas do cuidado.
Se você ou um familiar recebeu indicação de radioterapia, a Corb Radioterapia pode orientar sobre cada etapa do tratamento, esclarecer dúvidas e avaliar a melhor estratégia terapêutica.
Entre em contato com a Corb Radioterapia e conheça nossos serviços, estrutura e equipe especializada em tratamentos radioterápicos. Cuidar da sua saúde com informação e tecnologia faz toda a diferença.


