Quando e como a radioterapia para câncer de pele é indicada no tratamento

Em certos cenários, a radioterapia para câncer de pele pode ter um papel fundamental no combate à doença. O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente na população e, na maioria das vezes, está associado à exposição acumulada ao sol ao longo da vida. Quando falamos em tratamento, a primeira opção costuma ser a cirurgia, mas nem sempre ela é possível ou suficiente.

Neste artigo, vamos explicar quando a radioterapia entra em cena e como ela atua para controlar ou eliminar os tumores de pele, além de mostrar como esse tratamento é realizado na prática em centros especializados como a Corb Radioterapia.

O que é radioterapia para câncer de pele?

A radioterapia para câncer de pele é um tratamento que utiliza radiação ionizante para destruir ou inativar as células tumorais. Essa radiação é produzida por equipamentos específicos (como o acelerador linear) ou por fontes radioativas especiais.

A radiação age principalmente sobre o DNA das células. As células tumorais, por terem mecanismos de reparo mais frágeis que as células saudáveis, não conseguem se recuperar dos danos causados e acabam morrendo ou perdendo a capacidade de se multiplicar.

A indicação da radioterapia para câncer de pele é sempre individualizada, definida pelo médico radio-oncologista em conjunto com o dermatologista e/ou cirurgião. De forma geral, ela pode ser utilizada em três grandes contextos:

1. Como tratamento principal 

Em tumores de pele do tipo carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC), a radioterapia pode ser usada como tratamento definitivo, ou seja, como método principal para combater a doença. Isso é especialmente útil em situações como:

– Pacientes que não podem ser operados por condições clínicas;

– Tumores em áreas onde a cirurgia poderia causar grande deformidade ou prejuízo funcional (por exemplo, nariz, orelha, pálpebra em alguns casos);

– Lesões que não podem ser totalmente removidas com segurança.

Nesses casos, a radioterapia para câncer de pele pode oferecer excelente controle local, preservando forma e função.

2. Como tratamento complementar 

Após a cirurgia, a radioterapia pode ser indicada para reduzir o risco de o tumor voltar, principalmente quando há fatores de maior gravidade, como:

– Margens cirúrgicas muito estreitas ou comprometidas;

– Invasão de pequenos nervos (invasão perineural);

– Comprometimento de gânglios linfáticos na região.

Em alguns tipos de melanoma, como o melanoma desmoplásico ou melanomas com comprometimento linfonodal de alto risco, a radioterapia para câncer de pele pode ser usada após a cirurgia para aumentar a chance de controle local da doença.

3. Com finalidade paliativa

Em casos de doença metastática ou localmente avançada, a radioterapia pode não ter como objetivo a cura, mas sim o alívio de sintomas, como:

– Dor local;

– Sangramentos;

– Feridas difíceis de controlar.

Nessas situações, a radioterapia para câncer de pele ajuda a melhorar a qualidade de vida, reduzindo o desconforto causado pelo tumor.

Como é feita a radioterapia para câncer de pele na prática?

A jornada do paciente em um tratamento com radioterapia para câncer de pele passa por algumas etapas bem definidas:

– Avaliação clínica e decisão multidisciplinar, que analisa tipo de tumor de pele, estágio da doença, localização da lesão, cirurgias e tratamentos prévios e condições de saúde gerais.

– Planejamento do tratamento que costuma incluir exame de imagem de simulação (geralmente uma tomografia), delimitação exata da área a ser tratada (tumor e possíveis regiões de risco ao redor) e definição dos campos de radiação e das doses por sessão.

– Tipo de radioterapia a ser utilizada, conforme o caso. Existem diferentes modalidades, como a radioterapia externa em que a radiação vem de um acelerador linear, a certa distância do paciente (radioterapia 3D conformada, IMRT – feixes modulados e IGRT – guiada por imagem); a braquiterapia, onde a fonte de radiação é colocada muito próxima ao tumor, por meio de dispositivos especiais.

– Início da radioterapia para câncer de pele, que geralmente é fracionada, ou seja, dividida em várias sessões menores, realizadas ao longo de algumas semanas, onde cada aplicação dura poucos minutos e o paciente não sente dor durante a aplicação.

Efeitos colaterais da radioterapia para câncer de pele

Os efeitos da radioterapia para câncer de pele variam conforme a área tratada, a dose total, o tipo de técnica utilizada e as características da pele de cada paciente.

Podem surgir, por exemplo:

– Vermelhidão e sensibilidade na região tratada (semelhante a uma queimadura solar);

– Ressecamento, descamação ou escurecimento temporário da pele;

– Em alguns casos, queda de pelos da área irradiada.

A maior parte desses efeitos é transitória e pode ser manejada com cuidados locais orientados pela equipe. Em centros especializados, o acompanhamento é contínuo, e o tratamento é ajustado sempre que necessário para manter segurança e conforto.

Radioterapia para câncer de pele na Corb

Na Corb Radioterapia, a radioterapia para câncer de pele é realizada com foco em três pilares: segurança, precisão e cuidado humano. Contamos com equipamentos de última geração; equipe multidisciplinar formada por médicos radio-oncologistas, físicos médicos, dosimetristas, enfermeiros e técnicos em radioterapia; integração com outras especialidades médicas e um ambiente acolhedor, pensado para que o paciente se sinta orientado e amparado em todas as fases do tratamento.

Se você ou alguém próximo recebeu o diagnóstico de câncer de pele e teve a indicação de radioterapia, converse com nossa equipe! O esclarecimento de quaisquer dúvidas é o melhor caminho para entender qual é a melhor estratégia de tratamento!

Leia também: Radioterapia no tratamento de carcinoma.

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